Bonfim

A criação, evolução e estágio atual do Município

 

Bonfim surgiu no século passado e o primeiro morador a fixar-se próximo ao que hoje é a sede do Município, foi o baiano Manoel Luiz Silva que deu o nome à localidade em homenagem ao padroeiro de sua terra natal, o Senhor do Bonfim.

 

A História da colonização do Município teve épicos de aventura e pioneirismo, mostrados através de suas fases históricas: expansão agrícola, fomentação do comércio, abertura de estradas, revolução guianense e a catequização de índios.

 

No começo do século XX com a criação da primeira fazenda de gado, pertencente ao ex-militar Vicente da Silva, que serviu no Forte São Joaquim, surgiu o primeiro ciclo econômico, o agrícola. Ainda hoje os seus descendentes vivem na região desenvolvendo a pecuária. De 1910 a 1960, houve desenvolvimento nos empreendimentos agropecuários, com o surgimento de várias outras fazendas de gado. Assim, surgiram os primeiros núcleos de comércio, que também abasteciam parte da então, Guiana Inglesa.

 

Um dos problemas era o acesso via terrestre que mais dificultava o desenvolvimento de um intercâmbio comercial com o restante do então território federal de Roraima. Porém, o problema do isolamento foi resolvido, ainda na década de 60, com a abertura da rodovia BR-401, ligando Bonfim à capital Boa Vista. Atualmente a BR-401 é totalmente asfaltada.

A grande expansão do comércio com a Guiana Inglesa ocorreu em 1965, época também da instalação do 1º Pelotão Especial de Fronteira, que era subordinado ao 2º BEF – 2º Batalhão Especial de Fronteira com sede em Boa Vista dinamizado pelo pequeno mercado local devido ao assentamento das famílias dos militares para lá destacados, o que fez surgir inúmeras obras, tais como: a vila militar, o próprio quartel do pelotão e a pista de pouso de aviões.

 

Em 1966, a Revolução de Independência contra a Inglaterra, apoiada pela União Soviética, também fora chamada de “revolução guianense”. Com a expulsão dos ingleses pela maioria negra, a nova nação passa a denominar-se República Cooperativista da Guiana, com forte influência do governo de Moscou, com isso, ocasionou o aumento da emigração para o Brasil, provocando uma explosão demográfica em Bonfim, o que resultou em mudanças na sua estrutura socioeconômica. Com a influência externa na Guiana deslocando-se de Londres para Moscou, terminou o intercâmbio comercial com Lethem, que é a cidade guianense que faz fronteira com o Brasil, atualmente ligada pela ponte sobre o rio Tacutu.

 

Uma missão protestante norte-americana chegou em 1968, com o objetivo de catequizar os índios da região, que compreende os municípios do Bonfim, Normandia e sul da Guiana, o Município recebeu uma igreja e uma escola primária, liderada pelos missionários Hawkins e Wilson Rode.

Na região de Bonfim, a população indígena é composta pelos índios Macuxi e Wapixana.

 

As principais ocorrências minerais. Segundo o ZEE (2002) são: Barita; Calcário, Rocha Ornamental, Ágata, Calcário e Sal-gema.

 

Atualmente a maior parte de seu território inclui-se numa Área de Livre Comércio (ALC), regime aduaneiro diferenciado que concede benefícios fiscais na comercialização de bens.

 

Os primeiros administradores

 

Os prefeitos do Bonfim desde a sua criação foram: (1º) Elton Nunes; (2º) José Figueiredo Barroso; (3º) Abraão Félix de Lima; (4º) Olavo Brasil Filho; (5º) Vicente Josemar Saraiva; (6º) Olavo Brasil Filho; (7º) Manoel Ricardo de Souza.

 

O prefeito eleito para o quatriênio 1997 a 2000 e 2001 a 2004 foi Paulo Francisco da Silva (PMDB) ou Paulo Tiririca e Alfredo Américo Gadelha, respectivamente. O Poder Legislativo Municipal era composto de 09 vereadores, sendo o presidente da Câmara o Sr. Rhomer de Souza Lima (PMDB) - biênio 1999 a 2000 e 2001a 2004.

 

O prefeito eleito em 2008 para o pleito 2009-2012 do Município de Bonfim foi o Sr. Domingos Santana Silva. O Poder Legislativo Municipal é composto por 09 vereadores. O presidente da Câmara Municipal eleito na época para o biênio 2008/2010 foi o vereador Genner Dantas Monteiro.

 

Produto Interno Bruto (PIB)

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos num determinado período (mês, semestre, ano) numa determinada região (país, estado, cidade, continente). O PIB é expresso em valores monetários (no caso do Brasil em Reais). Ele é um importante indicador da atividade econômica de uma região, representando o crescimento econômico.

 

O PIB do município de Bonfim ocupou a 7ª posição no ranking do PIB dos municípios do Estado de Roraima em 2011 com valor de R$ 134 milhões. Deste valor as participações do PIB nos três setores da economia ficaram distribuídos assim, primário (24,40%), secundário (6,31%) e terciário (69,29%).

 

Em relação ao PIB per capita, que é calculado dividindo-se o valor do PIB pelo número de habitantes, indica quanto cada habitante produziu em determinado período. É um dos indicadores mais utilizados para medir o crescimento econômico, no entanto não revela a qualidade de vida da população. No município de Bonfim este valor em 2011 foi de R$ 12.114,00.

 

Comércio exterior

 

Verifica-se que no período de 2009 a 2013 não existem dados disponíveis em transações de exportações e importações do município de Bonfim com o exterior, de acordo com dados estatísticos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC/SECEX.

 

Agropecuária

 

O setor agropecuário do município de Bonfim apresenta um importante componente da economia local, tendo como destaque na agricultura a produção de arroz, soja, mandioca, melancia, milho e banana. Na pecuária destaca-se o rebanho de bovinos, galináceos e suínos. Para os produtos de origem animal destaca-se a produção de mel, leite e ovos. Também possui relevância os produtos do extrativismo vegetal, tais como lenha e madeira em tora.

 

Datas festivas e históricas

 

Vaquejada do Município de Bonfim – 1ª semana de março

Aniversário do Município – 01 de julho

 

Pontos Turísticos

 

Entre os pontos turísticos de Bonfim, destaca-se:

 

Ruínas do Forte São Joaquim – símbolo da resistência portuguesa as invasões espanholas, o Forte é patrimônio histórico desde 22 de abril de 2001. Construído em ponto estratégico, localiza-se na confluência dos rios Uraricoera e Tacutu, formadores da Bacia do rio Branco. Distante de Boa Vista 52 Km, o acesso é pela BR 401, no Km 35, entra a esquerda. Outro acesso é pelo rio Branco.