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Região Turística ÁGUAS E FLORESTAS DA LINHA DO EQUADOR

Águas e Florestas da Linha do Equador resume o que há de mais rico na Bacia do Rio Branco. As florestas tropicais são ícones da biodiversidade encontrada aqui. A Linha do Equador marca a localização estratégica de Roraima em relação às Américas do Norte, Central e Sul. Compõem a região os municípios de Caracaraí, Caroebe, Rorainópolis, São João da Baliza e São Luis do Anauá.

Rios caudalosos, animais e plantas endêmicas nos coloca em uma atmosfera singular e cheia de surpresas. Aqui você está numa das maiores riquezas naturais do planeta, com o conforto, a calma e a comodidade dos hotéis de selva.

Ao Sul de Roraima, nos Municípios de Caracaraí, Caroebe, Rorainópolis, São João da Baliza e São Luiz do Anauá estão às florestas densas e os rios caudalosos. Ali estão as melhores áreas pesqueiras, onde o turista pode vivenciar a emoção da pesca esportiva com o máximo de conforto e comodidade em hotéis de selva especializados. Com total conforto e tranqüilidade, a região abriga magníficos hotéis de selva, especializados na prática da pesca esportiva. Roraima tem as melhores áreas para a pesca da Amazônia, pela variedade de espécies e pela infraestrutura de apoio. É aqui que o tucunaré reina e fantásticos peixes ornamentais povoam os rios caudalosos que correm pelas densas florestas.

 

NAVEGUE AS BELEZAS DO BAIXO RIO BRANCO

Essa região, ao sul do Estado, compõe o ecossistema de floresta tropical com rica biodiversidade e rios onde vivem algumas das mais atraentes espécies de peixes para a pesca esportiva. O local possui ótima infraestrutura turística com lodges (complexo de hospedagem) de pesca de qualidade internacional, barcos propícios para a atividade e guias especializados em todos os atrativos existentes no produto turístico preparados para bem receber os brasileiros e turistas advindos de toda parte do mundo. Existem pacotes com duração de sete dias que incluem traslado, hospedagem, alimentação e guia de pesca. O acesso aos lodges se dão por via aérea, e ou fluvial, por meio de pequenas embarcações até os locais reservados para o turismo Amazônico.

 

Rio Branco do Estado de Roraima

O rio Branco é um rio brasileiro do estado de Roraima que banha a capital do Estado de Roraima - Boa Vista, sendo suas praias de água doce frequentada boa parte verão Amazônico. É formado pela confluência dos rios Tacutu e Uraricoera, trinta quilômetros a norte de Boa Vista. A capital do estado situada no vale do rio, e tem sua foz no rio Negro, no estado do Amazonas.

Sua bacia hidrográfica, sub-bacia do rio Negro, é a principal da região, predominando sobre a mesma. É cortado por duas pontes, uma em Boa Vista (ligando-a ao município de Cantá, Bonfim, Normandia), a ponte dos Macuxi, homenagem a uma das etnias mais conhecidas e que tem recebido maior influência do avanço demográfico, a norte, com cerca de 1.200 metros de extensão, sua moderna estrutura é também um convite aos amantes dos esportes radicais, reunindo inúmeros praticantes de esportes, e por outra ponte em Caracaraí, no centro do estado, com aproximadamente 700 metros de extensão, sua construção representou ampla expansão econômica, consolidando a rota Caribe - Amazônia, fundamental ao desenvolvimento integrado de roteiros turísticos entre os Estado do amazonas e Roraima, bem como a rota de acesso a Amazônia por turistas vindos do Caribe e que visitam os Países vizinhos Guyana e Venezuela e desejem conhecer o rico bioma Amazônico.

O rio Branco, de maneira generalizada, está sob influência de um período de chuvas que vai de abril a setembro e de um período seco que vai de outubro a março, porém os distintos ecossistemas e a biodiversidade existente proporcionam ambientes de pura aventura e descobertas singulares. No período chuvoso, o rio é facilmente navegável do rio Negro até a cidade de Caracaraí, núcleo de pesca profissional e cidade porto, que abasteceu durante anos a população por meio do comércio realizado nesse perímetro. Acima desta cidade a navegação é dificultada pela presença de algumas cachoeiras e corredeiras, mas ao mesmo tempo reproduz contextos encantadores onde a pesca esportiva é motivada com maior frequência por meio da prática da pesca esportiva, sendo que de Boa Vista (cerca de 130 km de Caracaraí) até a junção dos rios Tacutu e Uraricoera é possível a navegação durante o período das cheias, historicamente esse trecho era o único acesso possível, representando significativamente ao modelo de comercialização baseado também na troca de especiarias por comerciantes com ribeirinhos e a população da capital.

O rio Branco tem seu curso dividido em três segmentos devido ao tipo da biodiversidade em cada trecho:

Alto rio Branco: é o segundo maior segmento, com 172 quilômetros. Começa na confluência dos rios Uraricoeira e Tacutu, passa por Boa Vista, e termina na cachoeira do Bem-Querer. Caracteriza-se por apresenta-se bastante largo nesta região, porém pouco profundo, especialmente no período seco, época em que se evidencia um grande número de bancos ou ilhas de areia freqauentadas por turistas que tem a oportunidade desfrutar de tardes Amazônicas cálidas; na cobertura vegetal predomina a presença de savana e alguns trechos com palmeiras, onde surgem os nossos típicos Buritizais, árvore predominante em boa parte do Estado, sua rica composição de nutrientes colocam-na em um importante nível consumo por pessoas que utilizam sua matéria-prima a elaboração de excelentes pratos gastronômicos e guloseimas.

Médio rio Branco: é o menor segmento, com 24 quilômetros. Começa na corredeira do Bem-Querer e vai até o povoado de Vista Alegre, as carredeiras desperta o espírito aventureiro por proporcionar enorme adrenalina e por combinar em seu trajeto uma perfeita sinergia entre a floresta densa, e leito do rio com águas límpidas e repleta de rica fauna. É uma área de transição, com várias corredeiras, o que o torna inavegável por embarcações de grande porte. A vegetação também representa transição, conhecida por muitos como Mosaicos Amazônicos, pois é uma mistura das vegetações existentes no norte e no sul do estado, com domínio das savanas, igarapé, BURITIZAIS e floresta Amazônica.

 

 

Baixo rio Branco: é o maior segmento, tem 388 quilômetros. Parte de Vista Alegre e corta todo o centro-sul de Roraima até encontrar-se com o rio Negro. Este, por sua vez, após passar por Manaus, une-se ao rio Solimões e a partir dessa união este último passa a chamar-se rio Amazonas, o mais volumoso do mundo. O Baixo rio Branco possui um ecossistema de floresta tropical rica em biodiversidade, com sua vegetação densa e abundante, com exuberante fauna e flora. Apresenta águas ácidas de superfície escura onde vivem algumas das mais atraentes espécies de peixes para a pesca esportiva do Tucunaré, uma das espécies mais almejadas pelos pescadores, por ser em sua maioria grandes peixes, com belíssima pigmentação.

Região Turística RORAIMA, A SAVANA AMAZÔNICA

Município de BOA VISTA

Boa Vista é uma região riquíssima em belezas naturais, de gente interessante, de histórias, de lendas, de cultura, ritos e mitos. Um município com um quê de cidade pequena. Boa Vista foi, e para muitos ainda é, a terra da oportunidade, que na década de 1980 recebeu imigrantes em massa com a exploração do garimpo. Uma cidade que nasceu no século 19, quando as fazendas começaram a se erguer à beira do rio Branco, no então chamado povoado da Freguesia de Nossa Senhora do Carmo. Hoje, a arquitetura das áreas mais antigas, próximas ao rio, revela o estilo neoclássico da virada do século. É uma cidade bem planejada, que exibe a quem a vê do alto um traçado urbano moderno em formato de leque, com avenidas largas que acabam (ou começam) no centro cívico – projeto do arquiteto Alexandre Dernusson, dos anos 1930, lembrando à antiga Paris.

A capital de Roraima oferece diversas opções aos moradores e visitantes. Você pode bronzear-se e passar um dia agradável com os amigos nas praias que aparecem nos rios Branco e Cauamé durante o verão. Durante o inverno amazônico, faça um passeio de barco e conheça a cachoeira da Serra Grande, a poucos quilômetros da cidade.

Em qualquer dia da semana, o Centro de Turismo, Artesanato e Geração de Renda, no Velia Voutinho, no complexo poliesportivo Ayrton Senna, estará de portas abertas. A diversidade cultural e étnica de Roraima pode ser conferida nos diversos produtos à venda no local. Técnicos em turismo estarão à disposição para orientar sobre os principais pontos de visitação da cidade.

Durante o passeio, desfrute da culinária típica da região. Paçoca com banana, damorida, tacacá, mungunzá, tambaqui na brasa e outros pratos deliciosos estão a sua espera nos mercados municipais e nos restaurantes. Depois de descobrir um pouco do gosto de Roraima, é hora de encantar-se com a fauna e a flora da região.

 

Faça um city tour em Boa Vista!

Casa de Petita Brasil

O local tem uma história que data de 1892, quando a casa começou a ser construída, especialmente para o casamento da filha de Bento Ferreira Marques Brasil. Em estilo neoclássico, tornou-se referência quando o assunto é arquitetura, história e tradição. O arco gótico, a platibanda vazada, os frisos de arremate da cornija e as belas pilastras remetem à época em que foi construída logo acima do antigo porto do Cimento, onde atualmente está uma das plataformas da Orla Taumanan. A casa em estilo neoclássico possui lustres, móveis franceses e muitos cristais, tudo numa produção mais rústico. Petita Brasil é filha de Adolfo Brasil e Tereza Magalhães, irmã de Parimé, Amazonas e Rio Branco. Famílias tradicionais que ajudaram no estabelecimento econômico e social da capital Boa Vista.

 

Casa da Cultura

O estilo art decó da Casa da Cultura Madre Leotávia Zoller, encanta os visitantes. O edifício foi construído em 1940 para ser uma simples residência, mas se tornou a morada oficial dos governadores até a construção do Palácio Hélio Campos. Depois disso, tornou-se a Casa da Cultura, tombada pelo Governo Estadual em 1984.

           

Monumento ao Garimpeiro

Uma homenagem aos áureos tempos do “milagre amarelo” e àqueles que trabalharam e contribuíram para o desenvolvimento do Estado. Construído na década de 1960 pelo governador Hélio da Costa Campos, o monumento simboliza um homem garimpando com sua bateia. A obra fica na Praça do Centro Cívico, em frente ao Palácio Senador Hélio Campos. O ponto é uma das referências da capital.

 

Centro de Artesanato

Está próximo a Orla Taumanan e em frente à Igreja Nossa Senhora do Carmo, a Igreja Matriz. Lugar para comprar o que há de mais típico em Roraima, que é seu artesanato indígena, o Centro está localizado no antigo endereço do Mercado Municipal de Boa Vista. Quando ficou vago, a Cooperativa de Artesãos de Roraima solicitou ao Governo a ocupação do edifício, então no governo do prefeito Barac Bento foi formalizada a doação do terreno para a permanência definitiva dos artesãos. É uma boa oportunidade para o visitante conhecer também o centro histórico de Boa Vista.

 

Complexo Poliesportivo Ayrton Senna

São 3 quilômetros de muito lazer para a população, que pode usufruir de uma infra-estrutura com quadras de tênis, de vôlei, de futebol e de basquete; pistas para cooper, patinação, bicicross e kart; parques infantis; bares com música; sorveterias; restaurante; quiosques de artesanato; praças e vários cantinhos com bancos para sentar e simplesmente observar tudo o que acontece ao redor. Na Praça está o Portal do Milênio, que é o monumento que marcou a passagem para o ano 2000, e, junto com a praça das Águas e a praça dos Artistas, compõe um dos mais agradáveis espaços de lazer de roraimenses e visitantes.

 

Festa junina

A festa junina de Boa Vista apresenta a diversidade que o Brasil levou para aquele território. Tem quadrilheiros, forrozeiros, fogueira, balões, arraial, comidas típicas, concurso de quadrilha e de música junina, casamento e música de todas as regiões brasileiras. O Arraial do Parque Anauá, realizado pelo Governo do Estado, atrai cerca de 150 mil visitantes, em nove dias de festa.

                   

Igreja Nossa Senhora do Carmo (Matriz)

Construída em meados de 1892 pelos missionários franciscanos no mesmo local em que os frades carmelitas fundaram uma capela em 1725 (nas Missões do Rio Branco, em madeira e terracota), é um dos marcos de Boa Vista. Entre os anos de 1914 e 1917, passou por uma reforma devido o estado de calamidade, quando D. Gerado Van Caloen, primeiro bispo das missões na bacia do rio Branco, foi morar em Boa Vista. Em 1921, D. Pedro Eggerath foi eleito o segundo bispo do rio Branco e, entre outras obras, conferiu à igreja matriz o estilo germânico. Datam dessa época o átrio, a pintura, a torre para o campanário e a sacristia. No interior, foram conservadas a pintura marmorizada, o piso em ladrilho português e o forro. A igreja ganhou dois altares laterais, bancos, estalas, via sacra, balaustrada e, ainda, um conjunto de prataria belga e alemã. As janelas foram substituídas por vitrais pintados.

 

Catedral Cristo Redentor

A arquitetura moderna e arrojada da catedral de Boa Vista também atrai quem procura por uma igreja de características convencionais. Projetada pelo arquiteto italiano Mário Fiameni, a construção começou em 1968 e durou quatro anos. Suas formas sugerem três símbolos: a harpa, o navio e a maloca indígena.

 

Parque Anauá

Considerado o maior parque de lazer da região Norte, conta com infra-estrutura como anfiteatro, forródromo,centro de artesanato indígena, galeria de artes, escolas de música, museu, horto florestal, lago natural, fonte luminosa, ginásio poliesportivo, kartódromo, pistas para cooper, aeromodelismo, motocross, skate e bicicross, além de lanchonetes e restaurantes. Também é possível deitar na grama e ler um  livro em frente ao lago. Lá, a sinalização brinca com os visitantes: a placa que indica velocidade máxima de 20 km/h faz referência a uma tartaruga. Anauá é o “lugar de encontro”, segundo o vocabulário Macuxi.

 

Prelazia

Até as pessoas mais dispersas ficam encantadas diante dessa bela construção que data de 1907. Em estilo neoclássico e com arquitetura original preservada, a Prelazia representa um marco na arquitetura e na cultura de Boa Vista. Entre os anos de 1924 e 1944, sediou um hospital e serviu de residência a padres e bispos. Em 1946, tornou-se sede do Governo. Após a criação da Prelazia, desvinculando-se da Diocese de Manaus, ela foi confiada aos monges beneditinos, subordinados ao mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. Eles permaneceram na cidade entre 1909 e 1948. Atualmente o prédio sedia a Diocese de Roraima.

 

 

Orla Taumanan

Espaço de convivência, orla suspensa, espaço de lazer dividido em plataformas. Seja qual for a descrição, é este o lugar ideal para admirar o rio Branco de dia e, à noite, a lua. E, para agradar aos mais diversos gostos, os encontros ali marcados são embalados por samba, pagode, forró, música pop ou regional – bem como deve ser um lugar que se chama Taumanan, que significa “paz” em Macuxi

 

Ilha da Praia Grande

Trata-se de uma pequena ilha separada da terra firme por um braço do rio Branco, um ponto freqüentado tanto por quem quer tomar um sol quanto pelos mais aventureiros, que escolheram o local para praticar esqui aquático, canoagem e vela. Mas bom mesmo é tomar o banho de água doce e caminhar até algum lago para curtir a natureza. O acesso é feito por barqueiros às margens do rio Branco.

 

Município de BONFIM

 

Nascida no século 19 como um núcleo de comércio para atender à demanda regional por carne bovina, Bonfim preserva uma forte ligação com a pecuária.

Na década de 1960, a abertura da rodovia BR-401 facilitou a ligação com Boa Vista e aumentou o número de habitantes da vila. Na verdade, eram familiares dos militares enviados para a criação do Primeiro Pelotão Especial de Fronteira, quando foram construídos o Quartel do Pelotão, a pista de pouso e a vila militar. Com a revolução de 1967, a fronteira com o Brasil foi fechada e o comércio interrompido. No ano seguinte, uma missão evangélica chegou ali para catequizar os índios. Foi quando se construiu uma igreja e uma escola para a vila. Em 1982, a pequena vila às margens do rio Tacutu finalmente foi emancipada. É naquele território que fica a reserva indígena dos Wapixana. Mas para adentrar naquela área, é preciso autorização prévia.  Beneficiada com a área de livre comércio, Bonfim recebe hoje muitos viajantes que cruzam o território rumo à Venezuela e à Guiana, com quem divide a maior área de fronteira. A cidade é endereço da famosa vaquejada, uma grande festa agropecuária.

 

 

Ruínas do Forte São Joaquim

A riqueza mineral e as belezas naturais do extremo norte do Brasil despertaram a cobiça de estrangeiros. A partir do século 17, ingleses e holandeses invadiram a região à procura de índios, que eram levados para outras regiões do País como mão-de-obra escrava. Para expulsar os invasores, Dom Pedro II enviou militares que seguiram pelo vale do rio Branco para chegar à região e garantir a soberania brasileira. Foi então que, em 1775, começou a construção do forte São Joaquim, na confluência dos rios Uraricoera e Tacutu, onde formam o rio Branco. A efetiva presença dos portugueses, portanto, só ocorreu após a construção do forte. Sob a proteção militar, colonizadores foram atraídos pelas promessas da Coroa. Assim, enquanto nasciam as fazendas pecuárias, os indígenas também começaram a ocupar a região, mas muitos deles acabaram sendo escravizados pelos colonizadores.

 

Rio Tacutu

É o único rio da bacia do rio Branco que, na maior parte de sua extensão, corre do sul para o norte até encontrar o rio Maú. O Tacutu, no Brasil, recebe pela margem direita o rio Maú e o Surumu. Já pela margem esquerda, totalmente brasileira, recebe os rios Jacamim, Urubu e Arraia. Sobre seu leito, entre os municípios de Bonfim e Lethem, já existe uma ponte que faz a ligação terrestre entre Brasil

e Guiana.

 

Município de MUCAJAÍ

 

Mucajaí é a terceira maior cidade do Estado. Mas tudo começou, em 1951, quando era conhecida por Vila do Mucajaí, a antiga colônia agrícola Fernando Costa. Cerca de 20 anos depois, com a chegada dos integrantes do 6º Batalhão de Engenharia e Construção que se instalaram ali para trabalhar na construção da BR-174, o número de habitantes cresceu. Foram construídas novas casas e a cidade passou a oferecer estrutura aos viajantes que passavam por ela. Em 1982, tornou-se município, adotando-se o nome do rio mais próximo. Além dele, é banhada pelos rios Branco e Catrimani. Como outras cidades do estado, a rua principal abriga o setor de comércio.

 

ATRATIVOS:

Adventure Park

A adrenalina sobe quando os aventureiros chegam no alto dos 600 me deixam-se levar pela tirolesa. Para chegar até ela há três opções de trilhas, cada uma com 1 km de distância. No caminho, o cheiro de fazenda se mistura com o som do sapo, da cigarra, o canto do bem-te-vi e do gavião-cauré. Para chegar até a plataforma tem de percorrer mais 150 metros, já fazendo arvorismo. E para dar mais emoção, o trecho é cheio de obstáculos. “O pessoal acha o piso em rede o mais difícil, já que exige força no braço. E quando não agüentam, o condutor tem que puxar”, conta um deles, Laurindo Schillreff,que afirma que o parque está dentro dos padrões da Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura (Abeta). Lá do alto, o aventureiro terá a opção de deslizar por 6 ou 14 m na tirolesa. A cada dois clientes, um condutor. Claro que, apesar da empolgação, já houve casos de desistência. Assim como casos em que as pessoas querem repetir a dose. Seja ao som do vento soprando as folhas, ao canto dos pássaros ou mesmo dos bugios, que gritam tão alto quanto um trio-elétrico, é maravilhoso encontrar um cantinho para sentar e sentir esse contato tão direto com a natureza.

 

Município do ALTO ALEGRE

 

Banhado pelos rios Mucajaí e Uraricoera, Alto Alegre é um destino perfeito para a prática de pesca esportiva. Além disso, é o preferido dos amantes de “esportes radicais”, que escolhem esse trecho ao noroeste da capital para se aventurar nas corredeiras e quedas d’água, excelentes para a prática de rafting e canoagem. O melhor ponto fica em um local conhecido como a “região do paredão”. Para os que preferem um revigorante banho de cachoeira, opções não faltam: tem a cachoeira da Pedra Grande, do Cedro, do Tucumã e do Filhote, além da cachoeira do rio Mucajaí. Lá também fica a reserva indígena Yanomami, que no território brasileiro se estende ainda pelos municípios de Amajari, Mucajaí e Iracema.

 

ATRATIVOS: Ecopark

O Ecopark é muito mais que um parque aquático cheio de piscinas e toboáguas. Ele tem um açude onde os visitantes se divertem com jet-ski, windsurfe, remo, barco e caiaque, além de uma praia artificial ideal para um banho de sol. E ainda tem pesque-epague, bar, restaurante e chalés para hospedagem.

 

Estação Ecológica Maracá-Roraima

Criada em julho de 1981, além dos biguás, quelônios e onças-pardas ou suçuaranas, a ilha também é habitada por répteis e outros mamíferos de grande porte, como a onça-pintada. Os primeiros registros da região datam do século 18, quando o governador do Pará organizou uma expedição para capturar índios. Após navegar pelos rios Negro e Branco, os caçadores chegaram ao rio Uraricoera, quando descobriram a ilha. Cerca de 95% dos seus 101.312 ha de extensão são ocupados pela floresta Tropical Amazônica. Os 5% restantes são formados por savanas, vegetação típica da região da fronteira entre Brasil, Venezuela e República Cooperativista da Guiana. Nos seus domínios encontram-se belas cachoeiras e fortes corredeiras. Mas antes que os amantes de esportes de ação se animem, avisamos que o acesso à área é restrito aos técnicos do Ibama, integrantes de organismos de proteção ambiental e pesquisadores. Seu relevo é bastante acidentando,com predominância de médias formações rochosas e pequenos morros. Maracá foi a primeira Estação Ecológica do País, fato que contribuiu decisivamente para a sua preservação.

 

Município de IRACEMA

   

Em 1972, a cidade era conhecida por Vila Nova. Quando se emancipou, em 1994, passou a se chamar Iracema em homenagem à esposa do primeiro morador do vilarejo, o maranhense Militão Pereira da Costa. Ali os maranhenses são maioria, cerca de 70% da população, atraídos pelaoportunidade de trabalhar em suas terras.

As casas são bem simples, de alvenaria e só com a fachada pintada. Na varanda, uma rede preguiçosa para seu dono deitar. Há um bar em cada esquina, sempre com uma mesa de sinuca. À noite a clientela é embalada pelo som do forró. Mas não é só o forró esse ritmo que embala o povo. Quando uma turma de sambistas desce na rodoviária, o batuque é garantido no bar mais próximo. Quem não gosta de bar vai à sorveteria, outro ponto de encontro de amigos, de famílias.

 

ATRATIVOS: Cachoeira do Leonardo

 

Se você quiser contato com a natureza, siga para a região do Roxinho, cujo acesso se dá por estrada de chão. Um lugar que encanta pela tranqüilidade e beleza. Uma queda d’água de cerca de 10 m de altura, entre muitas pedras e no meio da floresta.

 

MUNICÍPIO DO CANTÁ

Distante 38 km de Boa Vista e separada apenas pela Ponte dos Macuxi, de onde se tem uma vista espetacular, o município de Cantá é composto pelas vilas da Serra Grande, União, Central e Félix Pinto. Nessa região, o rio Branco faz o papel de limite, separando a capital Boa Vista de Cantá. Mas a história do Cantá não é tão recente assim. Ela começa no início do século 20 com a Colônia Brás de Aguiar, que ficou conhecida como Cantá, nome herdado de uma planta da região. A colônia fazia parte de Bonfim, e só em 1995 se emancipou. Hoje a região também é habitada por indígenas das etnias Macuxi e Wapixana, que vivem nas comunidades Canauanim, Malacacheta e Taba Lascada. A produção agrícola local abastece Boa Vista. E o abacaxi também faz a fama da cidade.

 

ATRATIVOS: Serra Grande

Para quem gosta de trilhas a região oferece boas opções. Algumas delas levam a cachoeiras e corredeiras, mas o destino mais procurado é o topo da serra. A trilha tem duração de 4h e passa por trechos escorregadios, íngremes e com muitos obstáculos naturais, o que garante a adrenalina e aventura, além da vista encantadora. Contudo, quem se aventura pela região precisa ser cuidadoso, pois há muitos poços e até abismos profundos, por isso é indicado o acompanhamento de guias. Geralmente, o ponto de partida para as trilhas é o sítio Onédio, onde se pode contratar um guia experiente. Outro passeio interessante pode ser feito a bordo de voadeiras pelo Rio Branco, de onde se tem uma ampla vista de toda a Serra. O ponto alto do passeio é uma ilha habitada por macacos guariba. Com sorte, durante o percurso é possível avistar botos cor-de-rosa.

Região Turística EXTREMO NORTE DO BRASIL

O estado de Roraima está dividido em três regiões turísticas. O municípios que compõem esta região são Amajari, Bonfim, Normandia, Pacaraima, Uiramutã. Aqui encontra-se o ponto mais setentrional do país, no Monte Cabura, além de atrativos turísticos com o Monte Roraima e Tepequem, região de serras, formada pelos municípios de Amajarí, Bonfim, Normandia, Pacaraima e Uiramutã onde está localizado o ponto mais setentrional do Brasil, o Monte Caburaí. Na mesma região encontram-se diversas nascentes de rios que correm límpidos por inúmeras cachoeiras e corredeiras, proporcionando locais perfeitos para a prática de esportes radicais dentro do turismo ecológico.

Monte Roraima – Fica na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Republica Cooperativista da Guiana. Seus Tepuis [como são conhecidos suas montanhas e montes] chegam a 2.739m de altitude, conhecido por abrigar espécies endêmicas [que se desenvolvem em regiões restritas], e por abrigar lendas indígenas. Recentemente foi cenário de parte da animação UP – Altas Aventuras, produzido pela Disney/Pixar.

Um dos lugares mais antigos do planeta, o Monte Roraima atrai cientistas, biólogos, antropólogos, esotéricos, místicos e aventureiros. Todos os ávidos por escalar o enorme paredão de pedra e sentir o prazer de chegar ao topo. Um cenário cinematográfico cercado pela flora variada, singular, além de reunir formações rochosas de milhões de anos espetaculares, que lembram o período dos dinossauros e cristais existentes no platô, sobre os quais se pode andar, sentar e meditar.

O Monte Roraima é o segundo ponto mais alto do Brasil, com mais de 2.700m de altitude, um lugar que impressiona pelas formas esculpidas nas rochas pela ação dos ventos. Um ambiente envolto em uma atmosfera de magia e mistérios que segundo a lenda indígena “O Monte Roraima” é o berço e morada de Makunaima, Índio corajoso e guerreiro. A palavra Roraima tem origem indígena e sua etmologia possibilita três significados: “Monte Verde”, “Mãe dos Ventos” e “Serra do Caju”. A tríplice fronteira entre o Brasil – Guyana – Venezuela fascina aos visitantes com seu majestoso e imponente formação rochosa, em meio as savanas Amazônicas.

 

 Municipio de Uiramutã – Localizado a 361 quilômetros da Capital, o Município do Uiramutã (RR) foi criado pela Lei 098, de 17 de dezembro de 1995, desmembrado das terras dos municípios de Normandia e Boa Vista. Possui uma área territorial de 8.090 quilômetros quadrados e uma população de 6.011 habitantes, na maioria indígena das etnias Macuxi e Ingaricó.O município inclui em seu território o Monte Caburaí, de 1.456 m de altitude, na fronteira com a Guiana, o monte é o ponto mais setentrional do País.

MONTE CABURAÍ - É também ao Norte que se encontra a beleza do Monte Caburaí. Geógrafos comprovaram que ele está 70km acima do Oiapoque, ganhando o título de ponto mais setentrional do Brasil e reconhecidamente convencionado nas Instituições Oficiais responsáveis pelas demarcações territoriais geográficas, como o Ministério da Educação e IBGE.

Observação de Aves

O Brasil é um dos países mais ricos em espécies de pássaros do mundo. São mais de 1.700 espécies identificadas. Só em Roraima já foram registrados 750 espécies de aves, distribuídas em seus diferentes ambientes, das quais 40 são endêmicas. Por aqui, o turismo para a Observação de Aves está começando, e o destino Roraima se apresenta como uma nova e boa opção pela sua rica biodiversidade. Recentemente foi lançado o Guia de Aves de Roraima, onde foram catalogadas 250 aves, o que demonstra o enorme potencial que existe por aqui.

A região neotropical é considerada a área com o maior número de espécies de ave do mundo. Estima-se que, nessa região, sejam encontradas 3.300 espécies, cerca de 34% das aves do planeta. O Estado de Roraima é a porção brasileira mais setentrional, ocupando uma área total de 225.116,10 km². O Estado pode ser dividido em três grandes formações vegetais (florestas, savanas e campinaranas), nas quais podem ser encontradas 834 espécies de ave, que representam 57% de todas as aves encontradas na Amazônia.

 O número de espécies registradas por unidades biogeográficas no Estado é: Tepuis (389 espécies), florestas do baixo Rio Branco (578 espécies) e região de savanas (298 espécies). Além disso, somente em Boa Vista, é fácil observar por volta de 40 espécies que existem exclusivamente na região, como: teu-téu-da-savana (Burhinus bistriatus), Pedro-celouro (Sturnela magna), uru-do-campo (Colinus cristatus), chororó-do-rio-branco (cercomarcra carbonária), joão-barba-grisalha (Synallaxis kollari), entre outras.

A região das Serras possui uma diversidade de aves muito interessante e como característica muitas dessas são endêmicas da região, estamos aqui falando de aves que vivem em altitudes superiores as 900mts, dentro deste ambiente consideramos a região do Amajari, mais especificamente a serra do Tepequém, Pacaraima que é fronteira com a Venezuela e local onde a transição entre a floresta amazônica e savanas baixas com a Gran Savana venezuelana.

 

Vila do Tepequém

Entre os vários destinos para os amantes de aves em Roraima, a Serra do Tepequém é um dos mais interessantes pois possui relevo montanhoso em meio a toda planura do restante do Estado o que resulta no grande número de aves raras que podem ser avistadas por lá. A vila hoje dispõe de uma boa infraestrutura turística para receber seus visitantes, e pouco a pouco vem se especializando em receber observadores de aves. Nas imediações da via é possível ver os belíssimos japu-verde(Psarocolius viridis), gralhas-violáceas (cyanocorax violaceus), o tem-tem-de-dragona-vermelha (tachyphonus phoenicius), algumas mariquitas migratórias como a mariquita-de-rabo-vermelho(Setophaga ruticilla), mariquita-de-perna-clara (Setophaga striata), o picapauzinho-ondulado(Picumnus undulatus), o pula-pula-da-guiana(Myiothlypis mesoleuca), entre tantas outras espécies de sanhaçus, beija-flores, saíras e araras. De fato, é uma boa opção para a observação de aves. A vila fica a aproximadamente 200km de Boa Vista, valendo a pena ao observador aproveitar também a estrada e o deslocamento para tentar alguns bichos como o trombeteiro(Cercibis oxycerca), Pedro-celouro(Sturnella magna), caboclinho-lindo(Sporophila minuta) e uru-do-campo(Colinus cristatus).

Pacaraima

Pacaraima é a cidade fronteiriça brasileira na fronteira com a Venezuela na margem sul da Gran Sabana. Aqui há possibilidades de encontrar algumas áreas de floresta que possivelmente possa aparecer algumas aves endêmicas do pan-tepui. Há algumas áreas bem interessantes na borda com as matas da fazenda Trigenros e a trilha do Miang, esta segunda havendo algumas restrições de visitação por ser área indígena, mas pela falta de controle é possível passarinhar tranquilamente. Este local possui grande umidade e há sempre diversos bichos pelo local, como o cabeça-de-ouro(Ceratopipra erythrocephala), tangará-riscado(Machaeropterus striolatus), surucuá-mascarado (Trogon personatus), saíra-negaça(Tangara punctata), , chororó-escuro (Cercomacroides tyrannina) e outros mais, vale a pena explorar o local, pois ainda são poucos os registros da área.

 

Caracaraí e Parque Nacional do Viruá

 

O Parque Nacional Viruá está localizado no município de Caracaraí, no centro-sul de Roraima. O Parque abrange uma área de pouco menos de 216 000 hectares e abriga uma impressionante variedade de habitats incluindo campinas abertas, campinaranas, floresta, floresta alta de terra firme e Várzeas que se estende ao longo do Rio Branco. Algumas áreas do parque são acessadas facilmente (É necessária uma autorização IBAMA / ICMBio) da BR-174 ao sul de Caracaraí, onde pode-se chegar a Estrada Perdida. Esta é uma pavimentação de piçarra elevada que foi construída como parte da estrada principal entre Boa Vista e Manaus, foi abandonada durante a construção quando os engenheiros que a construíram perceberam que estavam construindo rumo a um enorme pântano. A estrada se estende por muitos quilômetros até as campinas e campinaranas, mas depois de uma distância curta, os veículos são impedidos pelos primeiros bueiros rompidos por aguas das margens da estrada.  Na estação seca, pode-se facilmente ignorar estes obstáculos a pé, mas quando as valas estão cheias na estação úmida, você deve estar preparado para andar na água que pode chegar ao peito altura ou superior. O caminho mais seco é organizar com a equipe do parque (você precisa estar acompanhado por um funcionário do parque durante sua visita) para trazer um pequeno barco inflável para atravessar o primeiro bueiro.

Inúmeros beija-flores podem ser avistados ao longo da estrada e dos arbustos floridos, assim como a choquinha-de-peito-riscado e guaracava-de-topete-vermelho. Há chance também de avistar o anambé-pompador, pretinho e o papa-capim-de-coleira. Saindo um pouco da estrada perdida e caminhando rumo a campinaranas é onde tentamos encontrar o formigueiro-de-yapacana, geralmente em pequenas capoeiras de mata do local.

A estrada de acesso para a sede do parque segue através de campinaranas e areia branca para florestas, aqui a passarinhada é muito boa, já que diversas aves de terra firme são encontradas ao longo da estrada, com destaque para o mutum-poranga e jacamim-de-costa-cinzentas, e alguns formigueiros, há também algumas trilhas mais fechadas que podem ser bem proveitosas para a observação de aves, além de boas chances de avistar outros mamíferos

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