Gentílico: Roraimense.

Localização: Região Norte.

Estados limítrofes: Venezuela (ao norte e noroeste), Guiana (leste), Pará

(sudeste) e Amazonas (sudeste e oeste).

Mesorregiões: 2.

Microrregiões: 4.

Municípios: 15.

 

Capital: Boa Vista.

Área total: 224.300,506 km².

População estimada conforme o senso IBGE 2013: Aproximada 488.072 hab.

Densidade demográfica: 2,01 hab./km².

Economia 2011: PIB R$6,951 bilhões

 

PIB per capita 2011: R$15.105.

Indicadores 2010: IDH 0,707[1] (13º) – Alto

 

Expectativa de vida 2010: 73,51 anos.

Mortalidade infantil 2011: 12,6/mil nascimentos.

Analfabetismo 2010: 7,7%.

Fuso horário: UTC-4.

Sigla: BR-RR

 

Municípios: Amajarí, Alto Alegre, Boa Vista (capital), Bonfim, Caroebe,

Caracaraí, Cantá, Iracema, Mucajaí, Normandia, Pacaraima, Rorainópolis, São João da Baliza, São Luiz do Anauá e Uiramutã.

 

Clima: Equatorial úmido Am, Aw. O clima do Estado é tropical sub-úmido e equatorial úmido, com temperatura bastante regular. Temperatura média varia de 20ºC nas zonas mais elevadas, a 38º C na parte do território situado em níveis baixos em relação ao mar. A região de níveis mais elevados, entre 800 e 1.000 metros, apresenta temperatura com médias de até 18ºC. Nas localidades de altitudes acima de 1.000 metros, como o Monte Roraima e toda a fronteira setentrional, a mínima noturna chega a 6ºC e as temperaturas diurnas são inferiores a 20ºC em qualquer época do ano.

 

Bacia Hidrográfica: Banhado pelos rios Uraricoera, Itacutú, o rio Branco e seus afluentes, como os rios Cauamé e Parimé, o Estado possui significativos recursos hídricos, que fazem parte da Bacia Amazônica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dos lugares mais antigos do planeta, o Monte Roraima atrai cientistas, biólogos, antropólogos, esotéricos, místicos e aventureiros. Todos ávidos por escalar o enorme paredão de pedra e sentir o prazer de chegar ao topo. Um cenário cinematográfico cercado pela flora variada, singular, além de reunir formações rochosas de milhões de anos, que lembram o período dos dinossauros e cristais existentes no platô, sobre os quais se pode andar, sentar e meditar.

O Monte Roraima é o segundo ponto mais alto do Brasil, com 2.734m de altitude, um lugar que impressiona pelas formas esculpidas nas rochas pela ação dos ventos. Possui uma flora diferenciada, com ocorrência de espécies endêmicas de orquídeas, além de formações rochosas moldadas pelos ventos e afloramentos de cristais. Um ambiente envolto em uma atmosfera de magia e mistérios, que segundo a lenda indígena “O Monte Roraima” é o berço e morada de Makunaima, Índio corajoso e guerreiro. A palavra Roraima tem origem indígena e sua etmologia possibilita três significados: “Monte Verde”, “Mãe dos Ventos” e “Serra do Caju”.

A tríplice fronteira entre o Brasil – Guyana – Venezuela fascina aos visitantes com seu majestoso e imponente formação rochosa, em meio as savanas Amazônicas. O acesso somente é viável por caminhadas pelo lado venezuelano, distante a cerca de 3 dias a pé, a partir da aldeia de Paraitepuy, que serve de ponto de partida e distante cerca de 60 km de Santa Elena de Uairén, cidade venezuelana no outro lado da fronteira, próxima ao município brasileiro de Pacaraima. Pelo lado brasileiro exige a escalada de uma parede de rocha com cerca de 600 metros de altura, o que só pode ser feito por alpinistas experientes.

 

Vale dos Cristais

Um dos atrativos em cima do Monte Roraima é o Vale dos Cristais, uma imensidão forrada por cristais. Um lugar mágico onde se espalham pedras de todos os tamanhos. A vista é um espetáculo à parte.

Mercado é o que não falta para investimentos no setor de produção, bem como investir no setor turístico. Roraima tem os olhos voltados para os países com os quais faz divisa, Venezuela e Guyana. A Venezuela, por exemplo, teve, nos últimos cinco anos, o comércio com o Brasil aumentado ao impressionante nível de 676%. O ano de 2007 alcançou marcas surpreendentes, com estimativa de 4,7 bilhões de dólares.

 

Cada vez mais, o consumo dos venezuelanos, principalmente o de produtos alimentícios e materiais de construção, bem como o intercâmbio proporcionam potencialidades entre os dois países na área de turismo.

 

Com aproximadamente 24 milhões de habitantes, a Venezuela dá sinais de que deseja ter o Brasil como fornecedor seguro de bens e serviços - carne bovina, aves e suínos, ovos, soja, arroz, madeiras, móveis, frutas, café e açúcar e é claro que como pauta de exportação o turismo entre os países fronteiriços. Outro destaque, Roraima tem uma grande vantagem comparativa de frete: a capital, Boa Vista, está apenas 200km da divisa com a Venezuela.

 

Roraima também está bem perto da República Cooperativista da Guiana, que em 2007 importou 600 milhões de dólares, dos quais o Brasil participou com apenas 20milhões. A participação poderia ser bem maior se houvesse um olhar mais atento da parte dos investidores, avaliando o estado como ponto estratégico para esse mercado e a extensão pelos turistas que visitam Guyana a conhecerem o Brasil-Roraima.

 

A ponte internacional sobre o rio Itacutú é o primeiro passo para um salto na parceria entre Brasil e Guiana. O asfaltamento da estrada Lethen – Liden e o porto de águas profundas, próximo a Georgetown, vão criar um novo e dinâmico corredor de exportação para o Atlântico, bem como ao aumento do fluxo turístico, além de ampliar a distância entre as regiões produtoras e os mercados consumidores do Hemisfério Norte. Outros portos marítimos e fluviais complementam essa rede de escoamento e acesso a custos bem competitivos, pela sua proximidade com Roraima, sendo potencial e atraente a investimentos do trade turístico.

 

MERCADOS CONSUMIDORES

Venezuela – 24 milhões de habitantes.

Guyana – 800 mil habitantes.

Manaus – 2 milhões de habitantes.

Roraima – 400 mil habitantes.

 

DISTÂNCIA ENTRE PORTOS

Boa Vista – Maracaibo/VE – 2.290km.

Boa Vista – Puerto Cabello/VE – 1.795km.

Boa Vista – La Guiana/VE – 1.614km.

Boa Vista – Guanta/VE – 1.266km.

Boa Vista – Ciudad Bolívar/VE – 836km.

Boa Vista – Georgetown/GY – 550km.

Boa Vista – Puerto Ordaz/VE – 862km.

Boa Vista – Itacoatiara/AM – 1.012km.

 

Incentivos ao desenvolvimento do turismo em Roraima

 

Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado de Roraima –Funder

 

O Funder é um fundo estadual de incentivo financeiro para implantação e expansão de empreendimentos de empresas de micro, pequeno e médio porte, incluso empresas e organizações associativas de turismo, que visa dinamizar e contribuir com o crescimento econômico e redução dos desequilíbrios sociais do Estado.

 

Os empresários podem obter financiamentos de até 150 Uferr, equivalente a R$ 24.945,00 e organizações associativas podem ter recursos ilimitados, mediante aprovação de projeto.

 

Os recursos são para investimento em equipamentos, móveis e utensílios, veículos e capital de giro em até 30% do valor total do financiamento. A taxa de juros é de 3% ao ano.

 

Fundo de Desenvolvimento da Amazônia – FDA

 

O FDA é um fundo contábil gerido pela Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA), ligada ao Ministério da Integração Nacional, tem por finalidade assegurar recursos para a realização de investimentos privados na Amazônia, impulsionando o desenvolvimento da Região.

 

Os benefícios do FDA também atendem o segmento do turismo, considerados os empreendimentos hoteleiros, centros de convenções e outros projetos, ligados ou não a complexos turísticos, localizados em áreas prioritárias para o desenvolvimento regional, a critério da ADA. Mais informações: www.ada.gov.br.

 

Nas aplicações dos recursos do FDA para o exercício de 2009, com observância das orientações estabelecidas pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional - PNDR e pelas opções do Plano da Amazônia Sustentável - PAS, serão considerados prioritários os setores da economia voltados a promoção do Desenvolvimento Sustentável; ampliação e fortalecimento da infra-estrutura regiona;

 

No turismo serão considerados os empreendimentos hoteleiros, centros de convenções e outros projetos, integrados ou não a complexos turísticos; inclusive relacionada a transporte rodoviário, ferroviário, hidroviário e multimodais.

 

Banco da Amazônia

 

O Banco da Amazônia possui o “Plano de Incentivo ao Turismo na Amazônia” elaborado em consonância com o Plano Nacional de Turismo (PNT), o Plano de Incentivo ao Turismo na Amazônia.

 

O Plano traz estratégias e metas de aplicação de recursos nos nove Estados da Amazônia e pretende ser um importante instrumento orientador da atuação do Banco da Amazônia no financiamento das atividades de turismo. O Plano tem foco nas potencialidades das atividades turísticas de cada estado da Região, bem como nas ações necessárias para viabilizar produtos turísticos de boa qualidade, acessíveis, diferenciados e competitivos que possam levar a Amazônia a conquistar novos mercados turísticos a fim de se tornar um dos principais destinos turísticos do País e do Mundo, capaz de gerar, internalizar e distribuir renda, melhorar a qualidade de vida da população e aumentar a satisfação dos turistas.

Influenciada fortemente pela cultura indígena, o estado de Roraima tem as marcas dos colonizadores e mestiços que pisaram nessa região. O artesanato é uma junção entre o Norte e o Nordeste numa mescla com os povos nativos. Os grupos folclóricos de boi-bumbá e cirandas movimentam o espaço no extremo norte do Brasil junto com os grupos de dança clássica e moderna.

A literatura do estado canta com a musicalidade desse pedaço do Brasil, que vê, na música, o Movimento Roraimeira como marca registrada da terra.